Pro.Benfica

Quinta-feira, 13 Agosto, 2015

A deformação

Filed under: É só rir, Formação — pro.benfica @ 1:50

O futebol é uma festa linda, um poço de divertimento, um antro de gente mais flexível do que o pirilau do meu avô quando chegou aos cem anos.

As contas e os negócios de Vieira são tão transparentes como os vidros fumados do carro do meu tio da América, que apenas a minha tia conduz, pois, nos últimos anos, ele virou um autêntico Mr. Magoo.

Daí que a dúvida seja se os 15 milhões de João Cancelo ou Ivan Cavaleiro são tão palpáveis quanto os de Wallyson «a haver», o tal que disse que esperava que Jorge Jesus fizesse com ele o que fez com Matic. Estes miúdos são tão ingénuos…

Mas a galhofa não pára aqui. O projeto de formação ameaça transformar-se numa ponta de aproximação entre os dois lados da 2.ª Circular. Os 5 futebolistas anuais da formação a integrar a equipa A do Benfica resumem-se a um Nelson Semedo lançado às feras contra os de Alvalade no passado domingo. Os outros vão sendo distribuídos por aí, visto que, depois do casamento, José Veiga chegou mais frouxo e o Valência e o Mónaco já fizeram todas as ofertas nas missas da época passada.

No clube do unanimismo em torno da figura rotunda, os produtos da Academia vão sendo despachados à velocidade do meteorito que acabou de cruzar os céus aqui. Mas nada se passa e está tudo bem. Basta atentar na última crónica do estimável Dr. Barroso, um caso de estudo acerca de como os cubanos consumidos ao longo de uma vida destroem um cérebro. O projeto de ontem foi objeto de defecação abundante por parte do novel treinador, o orgulho da véspera tornou-se o Alzheimer de hoje. E a corte acéfala baba-se toda e bate palmas. O jovem cedro (meu Deus, o levantamento de rancho, as vestes rasgadas que houve porque Paulo Bento levou ao Brasil André Almeida no lugar deste prodígio de Alcochete) foi substituído pela promessa de 30 anos que responde pelo nome de João Pereira. No meio campo, com o regresso do Patrick Vieira «made in» pântano cheio de mosquitos (Bruno de Carvalho «dixit»), o craque João Mário deverá alapar o pandeiro no banco de suplentes. No final, bem feitas as contas, restarão três do orgulho do leão. Palhinha, o substituto natural de WC, va «enfardar» para Moreira de Cónegos. No seu lugar fica um brasileiro de créditos ainda não formados, mas já descrito pelos visionários do «Mais Transferências», após a observação de uns vídeos no Youtube, como um diamante bruto repleto de talento que não engana, proveniente do segundo escalão brasileiro (Alô, Talisca!) e que custou quase 4 milhões de euros (o mini-Messi escocês já terá manifestado o seu descontentamento). Wallyson, já aqui referenciado e tão reclamado durante o consulado de Marco Silva, foi empandeirado para o Nice,  a troco de 15 milhões de euros se os franceses o quiserem em definitivo. 15 milhões de euros! Isto de o Benfica não registar a patente das suas criações é um valente cagalhão! Em suma, em Alvalade, assiste-se a um despachar de talentos a «velocidade furiosa». Também lá esta malta terá de nascer não sei quantas vezes para terem a possibilidade de pisar o relvado principal, mesmo que cheio de fungos.

Não faltará muito para ouvir os adeptos de Bruno de Carvalho a gritarem, sem se rirem, que não querem saber se o 11 do Sporting é constituído por um futebolista de cada nação ou só por tugas, pois o que querem é ganhar. Melhor dizendo, espero que não os ouça tão cedo…

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