Pro.Benfica

Segunda-feira, 31 Julho, 2017

Interdições

Filed under: Benfica — pro.benfica @ 17:37

Surgiram recentemente notícias acerca da possibilidade de interdição do Estádio da Luz, segundo uns por causa de problemas de segurança, segundo outros por causa da «não legalização das claques».

Se a Lei exige a dita legalização, o Benfica deve chamar os rapazes e obrigá-los a cumprir o que está legislado. Se eles não quiserem, acaba-se com o apoio aos ditos.

Se a Lei é estúpida e inconsequente( e é!), lute-se posteriormente pela sua alteração.

Hoje, Vieira abriu a boca para, entre outras coisas, dizer que não tem conhecimento da existência de claques no Benfica, antes de «grupos de adeptos». Isto é… profundamente estúpido, para ser simpático. O homem pode jogar com as palavras (algo em que, manifestamente, não é bom), mas a realidade é que os NN e os DV funcionam, para todos os efeitos, como claques do clube.

Raramente abre a boca. E faz muito bem! Para dizer coisas como esta, que o faça na casa de banho. É lá o lugar da merd@.

Uma outra questão relaciona-se com a «utilidade» desta acção de legalização. De facto, para que serve? Na prática, está-se a legalizar um bando de criminosos e os seus crimes contínuos, praticados sob o olhar de todos sem quaisquer consequências.

O grunho que lidera a claque do FCP escreveu, há uns anos, um livro onde enumerou todos os crimes por si praticados, em conjunto com o gangue que o segue. O que sucedeu? Nada! Membros das claques agridem adversários e até adeptos dos próprios clubes. O que sucede? Nada! Membros das claques roubam, assassinam, traficam, agridem, intimidam. O que lhes sucede? Nada!

Então vão todos bardamerd@ com este assunto, pois não passa de um faz-de-conta para evitar agir forte e feio sobre esta malandragem.

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Sexta-feira, 16 Junho, 2017

A estratégia do Benfica

Filed under: Benfica, Luís Bernardo, Polémica — pro.benfica @ 20:13

Luís Bernardo, o diretor de comunicação do Benfica, expôs claramente a estratégia da direção:

  1. Não confirmar nem desmentir a veracidade, integralidade e integridade dos «mails», deixando a incumbência a quem ataca e às entidades competentes.
  2. Abrir as portas às entidades competentes para que consultem e investiguem  o que desejarem, instando os dois clubes que vestem à toldo de praia a fazer o mesmo.
  3. Esperar que as autoridades façam as suas investigações e, posteriormente, agir judicialmente contra quem o Benfica entender que prejudicou a imagem e o bom nome do clube.
  4. Lançar uma ou outra seta envenenada em direção aos rivais para os entreter nos intervalos da polémica.

Findo isto, tenho uma dúvida: há mais «e-mails» na forja? Efetivamente comprometedores?

Sexta-feira, 9 Junho, 2017

O campeão voltou!

Filed under: Basquetebol, Benfica, Carlos Lisboa — pro.benfica @ 21:45

 

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O Sport Lisboa e Benfica, comandado pelas suas velhas glórias Carlos Lisboa e Carlos Seixas, alcançou o sétimo título nacional nos últimos nove anos.

Segunda-feira, 29 Maio, 2017

Balanço da época

Filed under: Balanço, Benfica — pro.benfica @ 4:15

Supertaça: check.

Campeonato: check.

Taça: check.

Faltou a Taça da Liga, perdida com uma segunda parte miserável frente ao Moreirense e dois golos irregulares dos cónegos.

Enfim, para mim tenho que foi de propósito, para envergonhar os rivais do Campo Grande e do Freixo.

Quinta-feira, 10 Março, 2016

Jorge Jesus, o motivador e congregador

Filed under: Benfica, Jorge Jesus, Rui Vitória — pro.benfica @ 18:23

Vamos por partes.

O Benfica foi a Alvalade derrotar o Sporting, num misto de competência e «sorte». Para ser sincero, não gostei dos últimos 45 minutos: não gosto da equipa enfiada lá atrás a defender. Todos os esquemas são bons desde que resultem, mas aquilo foi um sufoco e, só por incompetência de Ruiz, estamos hoje, os benfiquistas, sentados no primeiro lugar do pódio. Bom, seja como for, acalmámos os sportinguistas, que anteciparam a quarta vitória sobre o SLB na presente época e, eufóricos, contavam já com o título nacional no bolso.

A realidade foi bem diferente, porém. O Benfica é hoje o comandante da tabela.

Ontem, ao final da tarde, mais um momento de euforia: triunfo frente ao Zenit, depois de estar a perder por um a zero até aos 85 minutos.

Nada está ganho. Muito longe disso. O Benfica está a competir com um  Sporting que está a apenas a dois pontos de distância, concentrado apenas numa competição – a Liga -, envolvido na Liga dos Campeões e na Taça da Liga, onde o aguarda uma meia-final frente ao Braga.

Será uma reta final recheada de jogos decisivos uns em cima dos outros. O plantel não é rico, bem longe disso, e pode não dar para tudo. Há que fazer opções (não como Jorge Jesus fez no Sporting, abdicando voluntariamente de tudo exceto a Liga, sem dar luta), mas o campeonato é a competição central.

Por outro lado, apesar do momento que atravessamos, continuo a não considerar Rui Vitória o técnico «ideal» para o clube. Porém, desde há algum tempo (quando andávamos perdidos lá para trás na classificação) estou ao seu lado e desejo ardentemente que consiga ser campeão e, com ele, todos nós. E, além da razão central (o Benfica vencer), o motivo que me leva a estar do seu lado é… Jorge Jesus. A forma miserável e canina como o nosso defunto que se recusa a morrer tratou, ao longo da época, Vitória, o que disse sobre ele, a baixeza que revelou levaram-me a estar ao lado de Vitória incondicionalmente. E, comigo, «alinham» milhares de benfiquistas que, não estando de acordo com a contratação de Vieira, se uniram em torno do atual treinador.

Do alto do seu egocentrismo e da sua burrice, Jesus foi o fator essencial para a arrancada do Benfica. Tenho a certeza de que os próprios jogadores, por mais que (uns mais, outros menos) guardassem as melhores recordações do ex, repudiaram o vómito produzido a partir da Reboleira e terão sido os primeiros a dizer «Basta!» e a unirem-se em torno do seu atual técnico.

Se o Benfica vier a ser campeão, alguém, no momento da celebração, deveria chegar junto de um microfone e agradecer à direção, à equipa técnica, aos colegas, aos sócios e adeptos e… ao nosso ex-treinador, pela força que transmitiu e forma como fomentou a UNIÃO. Obrigado!

Sexta-feira, 4 Março, 2016

Amanhã há clássico

Filed under: Benfica, Clássicos, Sporting — pro.benfica @ 18:01

Há quase um mês que não se escreve nada por aqui.

Por falta de tempo, de leitores que o «exijam», por falta de tempo e por falta de vontade.

Os atuais dirigentes desportivos dão-me asco: querem ganhar a todo o custo, querem aparecer, querem poder, querem dominar, ser as verdadeiras estrelas do espetáculo. Para isso, pessoalmente ou por meio de terceiros, incendeiam os adeptos, pelo menos os acéfalos e indigentes (e há tantos por aí, santinha!), incendeiam os ânimos, atiram a pedra e depois escondem a mão.

Hoje, têm ao seu dispor as máquinas de propaganda que operam nos bastidores e a Internet, a que ‘todos’ têm acesso e onde ‘todos’ creem ter uma palavra a dizer. E, geralmente, é um palavrão, não tanto no sentido de ordinarice, mas no sentido do ódio, da intolerância, da ‘ditadura’ do ‘orgulhosamente sós’ ou do quem não é por nós é contra nós. Para essa escumalha (sim, são escumalha, mesmo que vestida com fato e gravata), não há adversários desportivos, há inimigos.

É a «vanitas vanitatum», é a «gloria transit», é a vacuidade intelectual, a pobreza de espírito, a pequenez de crer a todo o custo deixar a sua marca para a eternidade.

Quem passar os olhos pela blogosfera, quase só lê ódio, intolerância, agressividade extrema. Ainda não há muito, li textualmente o desejo de que «seis milhos de galinhas morressem». É óbvio que uma coisa é escrever uma barbaridade destas em frente a um teclado, lá no nosso buraco, onde todos somos uns valentões e nos sentimos uns autênticos heróis por escrever estas imbecilidades, e outra dizê-lo a frio, ou sequer pensar na execução literal da baboseira. Mas ela corresponde a um pensamento, a um fanatismo, que polui desde o mais boçal ao mais bem pensante.

Ainda assim, o sujeito que tecla umas barbaridades chega a umas centenas, ou milhares, mas poucos, de eventuais acéfalos que se babam pelos cantos da boca e grunhem de satisfação ao lerem semelhante pus. Já os jornaleiros que se prestam a prostitutas de aluguer de dirigentes desportivos, comentadores que se prestam ao mesmo papel e os próprios dirigentes têm outra responsabilidade. Seria a eles que caberia distinguir o essencial do acessório e trabalhar no sentido exatamente oposto do que têm vindo a fazer. O ódio gera ódio, gera que a vitória seja essencialmente pela derrota do adversário, muito mais do que pela nossa vitória.

Vieiras, Carvalhos, Costas, eu, todos nós, somos uma poeira insignificante que vai passar por aqui durante um ‘flash’ e regressar ao anonimato da poeira. Talvez se eles, nós, o compreendêssemos e interiorizássemos, conseguíssemos transformar ‘isto’ numa festa e não numa guerra permanente em busca da vitória no próximo jogo, na próxima competição.

Vem isto a propósito do ‘derby’ de amanhã que vai opor o Sporting ao Benfica em Alvalade. Como pessimista e realista, prevejo (mais) uma derrota ‘nossa’. Porque perdemos todos os encontros frente aos dois grandes rivais. Porque o Benfica não joga um futebol por aí além. Porque Rui Vitória é um treinador mediano (diz este treinador de bancada). Porque há falta de jogadores de classe do nosso lado. Porque ‘não me cheira’ (estou constipado, tenho o nariz entupido… deve ser disso a ausência de olfato).

Espero que Vitória e os seus bravos me façam engolir estas palavras, mas não creio. Ainda assim, caso o meu vaticínio se concretize, não vou bater na mulher nem nos filhos, não vou fazer arruaça para a rua, muito menos partir o televisor. Desde logo, porque não vou ver o jogo. Depois porque foi caro o aparelho e a abundância não abunda cá por casa.

Domingo, quando acordar, vou continuar a ser benfiquista e a vibrar com as vitórias do Benfica e a sofrer com as derrotas do Benfica.

Infelizmente, vou ter de continuar a levar com Vieiras, Gabriéis, Guerras, Carvalhos, Jesuses, Machados, Inácios, Guedes, Pinas, Costas, etc., etc., etc. Essa é a pior parte disto tudo.

Benfica!

Segunda-feira, 8 Fevereiro, 2016

Vieira até a cal que marca o relvado tinha vendido

Filed under: Benfica, Gaitán, Luís Filipe Vieira, Transferências, Uncategorized — pro.benfica @ 23:44

Saiu hoje a notícia de que o Benfica teve acordo firmado com um clube árabe para a venda de Gaitán por 35 milhões de euros no verão passado.

O argentino é que recusou.

Fica-se, assim, com a certeza de que, de tivesse podido, Vieira tinha vendido tudo o que mexesse (e alguns inertes) no Benfica: Lima (foi), Gaitán, Jonas, Jardel, Lisandro Lopez, Salvio…

Claramente, esta época era para não ganhar nada e para aguentar um provável terceiro lugar. No entanto, alguns dos jogadores não quiseram sair. E, subitamente, a 8 de fevereiro, a equipa está em primeiro lugar da liga.

Porém, tenhamos uma certeza: não é pela visão de Vieira.

Quarta-feira, 16 Dezembro, 2015

Pedido a Luís Filipe Vieira

Filed under: Benfica, Uncategorized — pro.benfica @ 16:03

Senhor Presidente,

Peço desculpa por estar a incomodá-lo e a distrair a sua atenção dos imensos afazeres que ocupam o seu quotidiano, mas queria perguntar-lhe quando é que se decide a contratar um treinador para substituir o defunto Jesus.

Isto de ter os jogadores sem treinador desde maio é muito bonito, mas olhe que um dia destes a época começa e depois é um problema. O Shéu é um grande benfiquista, mas o benfiquismo não é propriamente um atestado de competência na arte de pôr 11 sujeitos a jogar à bola.

PS – Raio desta época que nunca mais começa. Já estamos em dezembro e, desde maio, que não se vê o Benfica a jogar futebol.

Sexta-feira, 11 Setembro, 2015

Pé na tábua

Filed under: 1.ª Liga, Benfica — pro.benfica @ 23:55
  1. Todos aqueles (e era muitos) que viviam angustiados com a ausência de portugueses no futebol do Benfica devem estar moderadamente satisfeitos. De início, entraram Semedo, Eliseu e Guedes, a que háa acrescentar Luisão (pelos anos que mora entre nós já é 3/4 tuga) e Samaris (este só chegou há um ano, mas já sente mais a camisola vermelha do que Ronaldo e Figo sentem o equipamento da Macron). Só para irritar, Vitória fez entrar ainda Nuno Santos e Pizzi. Ah, seu lambuças!
  2. Gaitán e Jonas… Jonas e Gaitán, o duo de artistas plásticos que pinta a manta de manto vestido (ah, Freitas Lobo, roi-te de inveja desta pérola de «coltora»!). Consultei o dicionário da Porto Editora, o da Texto, o Houaiss e o muito particular de Jorge Jesus e não encontrei adjetivos que traduzissem, de forma remotamente aproximada e minimamente decente, o perfume do seu futebol, a magia que irradia daqueles pezinhos e cabecinhas.
  3. O Belenenses ostentou nas camisolas o patrocínio da TVI 24. Bruno de Carvalho e Pinto da Costa ainda não pararam de ferrar os dentes nas próprias mãos: nem a Farinha Amparo conseguem inscrever nas suas t-shirt.
  4. O próprio Rui Vitória ficou tão enfeitiçado com o jogo de Gaitán que, qual pescador aturdido pelo canto da sereia, o deixou ficar em campo, mesmo a ganhar por 4 a 0 aos 50 minutos e esquecendo que o mágico das Pampas atuou pela sua seleção do outro lado do mundo (no exato momento em que escrevia a palavra «mágico», Jonas e Gaitán combinavam entre si a pintura do quinto da noite, uma obra-prima soberba finalizada pelo argentino. Juro que é verdade.).
  5. Isto, hoje, não dá tempo para nada. Mal tinha escrito 5 e já Talisca bombardeava a baliza do infeliz Ventura pela sexta vez. Ó malta, acalmem lá a metralha, pois estes dedinhos já não têm a frescura da juventude.
  6. Neste jogo, o Belém fez a vontade a todos os sportinguistas e portistas e pôs em campo Miguel Rosa. Com ele atuaram também Carlos Martins, Fábio Sturgeon e Ruben Pinto, tudo malta simpática com ligação ao Benfica. Devem estar todos felizes por finalmente lhes terem feito a vontade. Eu também estou… muito. Seis vezes feliz.
  7. Aos 71 minutos, o Estádio da Luz presenciou um crime hediondo: Rui Vitória retirou do relvado Nico Gaitán. Em apoteose o estádio veio abaixo de indignação, cânticos de «Nico, Nico, Nico» e vénias ao jogador. Deve ter sido por isto que, alguns minutos depois, a claque dos NN fez caca e levou os demais espetadores a assobiá-los. Pronto, já estraguei o panegírico do Nico ao mencionar grunhos.
  8. Pizzi continua a ser um tratado a executar bolas paradas. Com a minha barriguinha proeminente, este pobre escriba era capaz de fazer melhor.
  9. O resultado final não foi justo e revela ingratidão: Luisão celebra 12 anos de Benfica e os colegas só enfiaram seis vezes a bola na baliza adversária. Deveria ter sido 1 golo por cada 12 épocas do Girafa, seus ingratos!
  10. Se o Benfica de Vitória jogasse sempre assim, Bruno de Carvalho começava a fazer a caminha a Jorge Jesus por alturas do Natal para vir buscar o adepto de chouriças no final da época.
  11. Deliciosa a dissertação de Sá Pinto, técnico do Belém (estas notas são só para me relembrar quem são estas personagens quando me estiver a babar num qualquer canto), sobre a eficácia do Benfica.
  12. Este ponto é só para relembrar os 12 anos de Luisão no Benfica e a sua permanência após várias ameaças de partida para outros cantos do mundo (cada um saca o seu aumentozinho da melhor forma que pode e sabe).

Terça-feira, 25 Agosto, 2015

O estado da arte

Filed under: Balanço, Benfica — pro.benfica @ 17:44
  1. Jorge Jesus saiu. Rui Vitória entrou. Nada é perpétuo na vida, muito menos uma insignificância como um treinador de futebol, mas o que seria a existência sem estas centelhas pejadas de insignificância.
  2. Jorge Jesus, para ‘chatear’ Vieira, que se considera ‘a modos que um génio, foi treinar o Sporting, o rival mais rival do Benfica. E isto provocou um terramoto. Porém, para muitos, o terramoto maior não foi este, antes quem veio ocupar o trono da águia. Desde o início, diria que muito antes mesmo da confirmação da sua contratação, Rui Vitória não teve o benefício da dúvida e foi questionado – a sua competência e capacidade para treinar a equipa principal – por muito boa (e má) gente. Este paupérrimo escriba viu alguns jogos do Guimarães treinado por Vitória e, não obstante ser objeto de críticas bastante favoráveis por tudo o que era esquina deste país, jamais vislumbrou o que quer que fosse nas exibições dos vimarenenses que justificasse tantos encómios.
  3. A pré-época do Benfica foi uma caça ao euro e implicou um périplo de três semanas pelas Américas, com fusos horários, climas e meteorologias bem diversas e, regra geral, assaz agrestes. Os resultados dessas andanças foram péssimos, não havendo uma vitória que fosse para animar a malta, que, se já estava desconfiada, muito mais de pé atrás ficou depois de ver o (não) futebol (não) praticado pela equipa. Muita confusão, muito não saber o que fazer à bola, falta de velocidade, falta de agressividade, falta de intensidade, esquemas defensivos e ofensivos inexistentes. Isto, sim, deixou o adepto anónimo muito apreensivo (estou a falar de mim, como é óbvio, e mais uma meia dúzia de pessoas conhecidas e / ou lidas). Porém, havia a ‘desculpa’ da andança que foi essa pré-época.
  4. E assim se chegou à Supertaça, da qual só vi a primeira parte. Porquê? Porque antevi que íamos perder e não quis ver os segundos 45 minutos. Infelizmente, acertei. Após a derrota para o Sporting e para Jesus, a direção mexeu-se. Mexeu-se tarde e mal: contratou Mitroglu e Raul Jimenez, isto muito depois de Lima também ter deixado o nosso ninho. Mal e insuficientemente: falta muita classe ao 11 do Benfica. Pizzi não pode ser titular do Benfica. Jonas necessita de um Lima para render à altura do que fez o ano passado. Não podemos ter dois laterais que defendem mal em simultâneo.
  5. Vem o Estoril. Também não vi o jogo por motivos imponderáveis, infelizmente. Pelo que li em todo o lado, Júlio César foi o melhor do Benfica e safou a equipa de um par de golos até Mitroglu ter acertado com a bola nas redes. No entanto, o placar final assinalou 4 a 0 para o Benfica. E as gentes, como é costume, passaram do 8 ao 80 e descansaram, como se aqueles últimos vinte minutos frente aos estorilistas tivessem apagado tudo o que de mau se tinha visto até então.
  6. Ontem, Arouca… e Aveiro. Podíamos ter vencido, é certo, mas aos 15 minutos não estávamos a perder por 2 a 0 apenas e só graças a Júlio César. E o que é que mais este jogo revelou?
  7. Ao fim de dois meses, a equipa não joga futebol.
  8. Não há segurança defensiva, valendo sistematicamente o ‘keeper’ brasileiro para nos safar de maiores amargos de boca.
  9. Não há processo ofensivo claro, bem definido e organizado, que é o mesmo que dizer que é inexistente. Ponto. Cada jogador pega na bola e tenta desenrascar a coisa individualmente. É penoso, por exemplo, ver Jonas perdido no meio daquela tremenda confusão. Nico Gaitán anda por ali, sem saber onde e como jogar, esquecidas as rotinas de anos anteriores. Já falei de Pizzi? OK. Adiante. Samaris é uma sombra do jogador intenso e que comia o meio campo a partir de janeiro.
  10. A finalização é uma miséria. Descontando a enchente dos 20 minutos finais frente ao Estoril, quantos golos marcou a equipa até agora? Em três jogos oficiais, dois deram zero golos por nós marcados.
  11. As bolas paradas são uma miséria. Ver Pizzi marcar livres e cantos (algo que, para ser honesto, já vem da época anterior) é sufocante e inglório, pois resumem-se a bolas bombeadas para a grande área e, frequentemente, para junto da linha de cabeceira oposta.
  12. Não há garra, não há intensidade, não há organização. Quase diria, hiperbolizando, que neste Benfica não há nada, incluindo treinador.
  13. Rui Vitória parece ser o oposto do defunto: calmo, cordato, bem educado e bem falante, sabendo ser e estar. Ótimo! Já cansava ter aquele descendente de um misto de Átila e Mário Soares a falar francês a representar o Benfica. O problema é que o discurso do homem tem outras cambiantes: lugares comuns, frases feitas, afirmações redondas e inócuas, ausência de chama e nada entusiasmante. E carisma? Que se note, até ao momento é… uma bolinha redonda: zero!
  14. O ridículo de tudo isto é que, ontem, vencendo, o Benfica passava a liderar o campeonato, isolado, com dois pontos de vantagem sobre Porto e Sporting. Ora, sabendo de antemão dos empates de véspera dos dois rivais, o Benfica de Vitória teve o desplante de chegar ao fim da jornada um ponto atrás dos mesmos. Patético, no mínimo.
  15. Agora, o outro lado da questão. A bem da verdade, chegámos ao bi o ano passado graças ao trabalho da ‘estrutura’ (direção, treinadores e jogadores… et alii), mas muito temos também de agradecer ao raquítico que é Lopetegui e à falta de estrutura e de talento futebolístico ao dispor de Marco Silva. Em rigor, houve um ror de jogos em que praticámos um péssimo futebol e a obtenção do título foi um quase milagre. Este ano, para agravar a coisa, perderam-se Maxi, Salvio (até sabe-se lá quando) e Lima, além de Jorge Jesus. Ora, numa equipa já carente de talento em vários setores, perder mais três jogadores é capaz de não ajudar muito a recompor a coisa. É verdade que se contratou mais um camião de jogadores, melhor dizendo de entulho. De todo esse esplendor de talento, apenas Mitroglu tem jogado e, sejamos sérios, que saudades de Lima nos tem deixado.
  16. Dizem que, com o fim do BES, não há dinheiro. Não sei nem me interessa, como diz o vulgo. A realidade é que só ouço falar em milhões: os do Bernardo, do Cancelo, do Cavaleiro, do Lima, do X, do Y e do Z. E também lemos que o Jimenez veio de Madrid por 9 milhões por 50% do passe. Uau! Se não há dinheiro…
  17. Desde os últimos anos, tem sido recorrente a já referida contratação de contentores de futebolistas.A maior parte – para não dizer a esmagadora maioria – anda por aí disseminada pelos quatro cantos do mundo. Admito que alguns, entre empréstimos e vendas futuras, acabem por dar lucro. Mas é isso o Benfica? Quanto já se gastou em contratações este ano (estou a falar apenas da aquisição de passes, não do pagamento de comissões, prémios de assinatura e não sei mais o quê)? 15 milhões? É apenas um número atirado assim com todo o rigor que a frase evidencia. Não será melhor política – política acertada – pegar nesses 15 milhões e contratar um par de futebolistas de valor inquestionável e que sejam, de facto, mais valias para o plantel do que um camião de pernetas que nada acrescentam e pouco ou nenhum valor trazem?
  18. Depois há a questão dos negócios de Vieira. Mais uma vez a bem da verdade há muita coisa nebulosa e reprovável em todo o consulado de Vieira. Tanta coisa que não cabe nesta postadela, por isso apenas dois ou três exemplos: os negócios com o Atlético de Madrid, a confusão entre os negócios do Benfica e os negócios do empresário Vieira, o papel de Jorge Mendes nas entradas e saídas do plantel. Não sei se há ilegalidades ou não, nem tenho forma de o saber, mas não gosto rigorosamente nada de tudo aquilo que é o oposto da transparência. E nem vou trilhar o caminho da discussão em torno do benfiquismo ou não de Vieira. Interessa-me pouco ou nada isso: quero é gente competente e com lisura de processos à frente do clube.
  19. Esta esquema de planificação das épocas é um caso de estudo de como não fazer: é tudo deixado para os últimos momentos. Por vezes, atentando no que sucedeu na época transata e no pretérito defeso, dou por mim a pensar se o plano de Vieira não passava por «vamos ver o que dá», ou seja, vamos ver se, por algum milagre, dá para o bi, ou, não dando, temos aqui a desculpa perfeita para despachar o abobreiro do Jesus.
  20. Resumindo o conjunto de palermices aqui exposto: presentemente, o SLB reune o pior de dois mundos – não tem um plantel condizente com os seus pergaminhos e não possui um treinador à altura do clube. Vão ser tempos muito difíceis de viver os próximos.
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